24 November 2009

Música recorrente do dia...

23 November 2009

Eu tô tentando sobreviver...

... gentem, se eu contar pra vocês, vocês não iam acreditar.

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É tanta coisa boa, ruim, chata, legal, interessante, blasé, que essa vida de montanha russa mental tá me deixando (mais) doida.

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Eu tô lendo o livro Julie & Julia. Eu assisti ao filme. E eu tô tentando ainda não sair gritando pela rua, descabelada, alucinada, rindo e chorando. Por enquanto, eu só enchi a geladeira de manteiga, mas eu sei que a coisa não vai parar por aí.

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Chegando meu aniversário, e eu tenho me sentindo cada vez mais jovem. Amadurecer deixa a gente mais jovem, já repararam? Quase quarenta eu tinha aos 23. Hoje eu sou uma mocinha de quase 36. Ah, e claro. Quanto mais idade, mais a gente aprende a mentir melhor.

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Não é mais tpm, não. Ou a gente senta e conversa ou a coisa vai degringolar. É bom pensar a respeito, antes que a gente esqueça tudo.

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Tenho feito diálogos imaginários absurdos. Todos acabam em barraco. Oh vida sem nexo.

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Ando off-line por motivos de força maior. Não se esqueçam de mim. Eu também existo em carne e osso. Me liga que eu atendo.

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Tenho uma quantidade absurda de assuntos profundos, chatos, politicamente incorretos e demasiadamente sagitarianos pra publicar. Então é melhor deixar passar e continuar a vida em silêncio.

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Falando em idade, maturidade e aniversário, uma das coisas mais lindas que eu tenho aprendido ultimamente é ficar quieta. Oh arte difícil (principalmente pra mim), mas que é de uma beleza - útil - incrível.

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Eu vou, mas eu volto.

15 November 2009

Domingo

Finalmente conseguimos assistir à peça Charlie & Lola nesse domingo.

Pensem num espetáculo de encantamento.
De singeleza.
De graça.
De ilusão infantil da mais gostosa.

Eu sei, é um passeio caríssimo, esperamos um tempão para podermos ir, e quase não fomos porque gastar quase 200 paus num passeio de 50 minutos é muito caro.

Mas valeu cada centavo.

Eu me emocionei muito com o espetáculo, pela forma singela de dizer tudo.
E claro, não tinha como escapar da emoção ao ver a carinha da Cla, tão feliz vendo a Lola de perto (fora da "dicovery") gargalhando alto a cada movimento da bonequinha no palco.

Vão lá levar seus pequenos. Vale muito muito muito a pena.

Sábado

Eu queria escrever muito sobre o meu último sábado.

De diversas formas, com pessoas diferentes, ele foi muito especial. Significou bastante, em muitos níveis, mas não quero explicar.

Só quero dizer a vocês, que me abraçaram com amizade sincera e querida, que me acolheram nas suas casas (sim, eu visitei três casas nesse final de semana)... quero dizer a vocês que lhes quero bem, muito bem.

Um beijo especialíssimo para você, que além de abrir sua casa para mim, abriu para a minha filha, meu tesouro, e isso não tem preço, por tudo que esse gesto significa, que vai muito além de tanta coisa.

Beijo, brigada.

Debora & Debora

Eu me dei de presente o livro Julie & Julia, de aniversário antecipado.

Não resisti quando o vi lá na livraria... e claro, já dancei completamente (=me fudi), porque esse livro vai pegar na minha jugular de um jeito que eu nem sei como vou sair viva dele.

As primeiras 30 páginas já me esgotaram. E eu não quero parar de ler.

Eu sei, eu sei. Eu não sou fácil mesmo de entender.

TPM, Inferno astral e outras muletas

Se tem uma coisa que me deixa doida da vida é a pessoa se vitimizar, botar a culpa de todos os seus erros na tal da TPM, dizer que não está bem porque anda no inferno astral e joga pra cima de você todas as suas questões mal resolvidas, suas malcriações e grosserias só porque não está no seu melhor momento.

Mas esses últimos dias, eu tô dando é muita razão para esses rebeldes sem causas (ou sem educação).

Tenham mais um pouco de paciência comigo. Tá acabando. Eu prometo.

Café da Deh

Aí que eu reclamei no twitter tantas vezes e vocês me diziam que Facebook era muito mais legal que o Orkut. E eu resisti bravamente, fiquei perdida, não tive fazendinha durante milênios, não tinha a menor ideia do que era uma família mafiosa... até que descobri o Cafe World, inventado por um tal de Zinga que deve ser pseudônimo do Paulo Coelho, porque oh, gente.

Ô vício. Já perdi o marido hoje. Perco, com certeza a guarda da filha se eu continuar assim... mas quem diz que eu consigo deixar o fogãozinho sujo, as pessoinhas sem ter o que comer?

Assim não se faz com uma ser humana como eu. Não se faz.

Ps.: Naka, amiga, como você é uma das quatro pessoas que ainda leem esse blog e tem facebook, eu te coloquei como sócia... er... quer dizer, garçonete do café, tá? :)

03 November 2009

Novas rotas

ando pensando bastante nas pessoas que escolheram novas rotas em suas vidas, que estão bem distantes da minha. sinto saudades, às vezes, compreendo, em outras. sou solidária, na maior parte do tempo. embora não negue que me sinta desprezada, preterida, abandonada até. mas é da vida, não é? os caminhos se fazem ao caminhar e se me dissessem que eu estaria aqui hoje talvez eu não gostasse. assim é com todo mundo. eu também duvidaria que essas pessoas estariam tão longe. mas estão. e eu não gosto, mas isso não muda nada.

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a gente tem que tomar muito cuidado para não fazer amizade tão íntima com a infelicidade. com a tristeza. com a dor. amo os meus "fundos de poço", meus becos sem saída, meus momentos de dor sincera e profunda, mas só como trampolim pra cima, não pro subsolo.

há pessoas que só fazem companhia pra dor, pra negação, pro desamparo. escolhem estar no lado obscuro da vida, por não conseguirem suportar suas próprias intolerâncias. aí, é mais fácil odiar o outro do que se odiar. do que se refazer. do que se perdoar. eu entendo.

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eu já estive num lugar muito incômodo de não conseguir odiar quem eu sinceramente amava. olha, eu tentei. até perder a briga e achar de verdade, depois, que era tudo mais desnecessário do que.

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tá chegando o Natal e eu penso em perdoar muitas coisas. mas aí vai se passar mais um semestre e eu vou ter motivos pra me chatear de novo. melhor deixar pra pensar nisso depois do Carnaval.

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as pessoas mudam ou não mudam? não dá pra generalizar sempre. só o tempo, senhores, só o tempo.

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o impossível nos surpreende a qualquer momento.

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é preciso andar pra frente e isso não é um pleonasmo. pra muitas pessoas, é quase uma tortura.

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que bom que a gente pode corrigir o que não tinha mais solução, levantar a cabeça, sacudir a poeira. mas não é com tudo.

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perdão só pra quem merece. quando merece. inclusive eu.

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há tempo para se esvaziar e ficar oca. mas é preciso, antes, ter o que perder.

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