Clarice me viu trabalhando, estressada, calada e (muito) brava ontem, no computador.
Entrou no quarto, olhando pela fresta da porta, esperou que eu a recebesse e me perguntou:
- Mamãe, você tá triste?
- Sim, filha. Mamãe está triste e cansada.
E tão amorosamente me ofereceu:
- Você quer uma mamadeira?
- Não, meu amor... obrigada.
- Você quer fazer cócegas em mim? (porque é claro que quando faço cócegas nela, acabo me divertindo mais que ela)
Nesse momento, o meu cansaço já tinha ido pra bem longe. Peguei essa picuruta no colo, enchi de beijos e amassos e deixei de ficar triste na mesma hora.
Mas esse momento singelo teve outro desdobramento:
Essa "oferta" da mamadeira me deu a resposta que eu estava precisando há dias, pensando sobre a real necessidade de ela continuar mamando ou não.
Não vou forçar essa ruptura, porque percebi que a mamadeira é puro conforto, ela pede quando realmente precisa. Ainda que seja mais do que regem os manuais pediátricos.
Eu? Eu vou fazer o que manda meu coração. Porque é só no coração da gente que moram todas as respostas mesmo.
Alguém aí, quer uma mamadeira? :)