16 August 2009

Em caso de emergência, quebre o vidro.

Cada vez mais eu me convenço de que ninguém é tão resolvido, tão bacana, tão sensacional, tão (psic)analisado, tão compreensível, tão maduro, tão bonito, tão moderno, tão verdadeiro, tão importante, tão inteligente, tão cristão, tão atraente, tão sincero, tão corajoso, tão interessante, tão livre, tão reto.

Somos todos um bando de adolescentes esperando que um amor arrebatador nos bata à porta e nos deixe adoecidos por 4 dias, sem fome, sem sono. Esperando ganhar na loteria. Esperando pela palavra exata. Esperando pelas respostas.

Escondidos, hoje, de nós mesmos. E das infinitas regras e julgamentos de uma vida adulta, que não perdoa e não consola. Ninguém escapa.

Desejosos por uma xícara de leite quente no fim da noite e de alguém que nos puxe o cobertor sobre os ombros, caso sintamos frio durante a madrugada.

Ninguém quer brigar tanto, pedir tanto, falar tanto, argumentar tanto, ter tanta razão.
Ninguém quer chorar tanto.

Adolescemos muito. E envelhecemos muito. E tentamos, enquanto isso, alimentar as lembranças carinhosas de um tempo que jamais se repetirá e enfrentar sem demonstrar medo o futuro desconhecido e exigente, com muito menos coragem do que antes.

Em verdade, vos digo. Não há saída, senhores.
Todo dia é um supreendente mergulho no escuro.

1 comentários:

Vidro Temperado said...

Linda a materia
Bjs Ana

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